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Grupo de Capoeira Angolinha (GCANG)

PREAMAR  2020

de Arte e Cultura – Produção e Circulação
da Secretaria de Cultura do Pará
projeto aprovado no edital
foto: acervo Gcang-PA

o projeto 

1ª vivência de Capoeira Angola da Comunidade Quilombola Cachoeira Porteira (Oriximiná-PA) (2013) (foto: acervo Gcang-PA).

foto: acervo Gcang-PA

O projeto Capoeira Angola no Quilombo pretende dar continuidade ao trabalho de valorização e disseminação da cultura afro-brasileira e dos fundamentos da Capoeira Angola na região do Alto Rio Trombetas (Oriximiná-PA), iniciado em 2013, pelo Contra-Mestre Pará, coordenador do núcleo do Grupo de Capoeira Angolinha (Gcang), em Alter do Chão (Santarém-PA), sob orientação de Mestre Angolinha, fundador e coordenador do Gcang. Além de defender os direitos das crianças, adolescentes e povos quilombolas com arte, cultura e educação (Lei nº 10.639/03); e, contribuir para o fortalecimento das expressões culturais e da produção artística na região do Baixo Amazonas, no estado do Pará.

O edital de produção e circulação da Secretaria de Cultura do Estado do Pará, o PREAMAR 2020, premiou o projeto Capoeira Angola no Quilombo, com recursos destinados para vivências nas Comunidades de agosto à dezembro de 2020. 

as comunidades

Atualmente, estão participando do projeto as Comunidades Quilombolas Cachoeira Porteira Abuí, do Rio Trombetas, no município de Oriximiná (Pará, Amazônia, Brasil), que já conheceram um pouco da Capoeira Angola através de vivências com o Gcang.

 

As Escolas e as Associações dessas Comunidades são as principais parceiras do projeto, contribuindo do planejamento à produção. 

No contexto da pandemia, o projeto foi replanejado com atividades online, como a criação deste website para informar sobre o projeto e compartilhar conteúdos textuais e audiovisuais, permitindo aproximar um pouco mais essa comunidade virtual, que é formada por pessoas que acreditam em nosso projeto e acompanham com muito carinho toda essa história.

1º Encontro de Capoeira Angola de Cachoeira Porteira (Oriximiná-PA) (2016) (foto: Aloyana Lemos).

foto: Aloyana Lemos

2ª Vivência de Capoeira Angola na Comunidade Quilombola Abuí (Oriximiná-PA) (2019) (foto: Juuar).

foto: Juuar

a metodologia

A proposta metodológica é um conjunto de vivências da Capoeira Angola com as Comunidades Quilombolas como:

Gcang-Pará (Alter do Chão-PA) (2020) (foto: acervo Gcang-PA).

foto: acervo Gcang-PA

- produção e edição de material audiovisual

- produção de website

- oficinas de Capoeira Angola

- oficinas de instrumentos

- oficinas de canto, ritmo e toques de berimbau

- rodas de Capoeira Angola

- formação da Orquestra Quilombola de Berimbaus

- atividades colaborativas nos espaços coletivos das Comunidades

- contratação dos serviços de alimentação e transporte fluvial

No momento, todas as Comunidades Quilombolas de Oriximiná encontram-se em quarentena e sem atividades que possam gerar aglomerações, devido à pandemia do covid-19. Sendo assim, todas as atividades presenciais do projeto estão temporariamente suspensas.

O tempo não pára e na capoeiragem da vida nos reinventamos!

 

Aqui estamos com este formato online para o compartilhamento de conteúdos textuais e audiovisuais que permitam a continuidade da história da Capoeira Angola nas Comunidades Quilombolas do Rio Trombetas, no estado do Pará.

os objetivos

Geral

Formar e apresentar a Orquestra Quilombola de Berimbaus, nas Comunidades Quilombolas Cachoeira Porteira e Abuí (Rio Trombetas, Oriximiná-PA), a partir das vivências da Capoeira Angola.

 

Específicos
- Valorizar e disseminar a cultura afro-brasileira e os fundamentos da Capoeira Angola através de vivências na região do Alto Rio Trombetas (Oriximiná-PA);
- Defender os direitos das crianças, dos adolescentes e dos povos quilombolas e tradicionais através da arte, cultura e educação, de acordo com a Lei nº 10.639 (09/01/2003), que inclui no currículo oficial da Rede de Ensino a obrigatoriedade da temática "História e Cultura Afro-Brasileira", com o estudo da História da África e dos Africanos, a luta dos negros no Brasil, a cultura negra brasileira e o negro na formação da sociedade nacional, resgatando a contribuição do povo negro nas áreas social, econômica e política pertinentes à História do Brasil;
- Defender o Artigo 27 da Declaração Universal do Direitos Humanos referente ao direito de participar livremente da vida cultural da comunidade, de fruir as artes e de participar do progresso científico e de seus benefícios;

- Produzir e compartilhar conteúdos textuais e audiovisuais sobre a temática da Capoeira Angola (treinos online, vídeos sobre o projeto, o berimbau, a musicalização e entrevistas);

- Produzir e compartilhar a plataforma digital (website) do projeto;
- Realizar oficinas de Capoeira Angola (movimentos, fundamentos e confecção de instrumentos);

- Realizar oficinas de canto, ritmo e toques de berimbau para a formação da Orquestra Quilombola de Berimbaus;
- Realizar Rodas de Capoeira Angola nas Comunidades Quilombolas;
- Produzir 20 berimbaus para a Orquestra Quilombola de Berimbaus de cada Comunidade durante as oficinas de confecção de instrumentos;
- Formar e apresentar a Orquestra Quilombola de Berimbaus nas Comunidades Quilombolas;
- Propor o manejo comunitário de cabaça e pesquisa de biriba nativa da floresta, matéria-prima fundamental na confecção do berimbau;
- Formar 01 monitor (a) quilombola por Comunidade para darem continuidade às práticas e aos fundamentos da Capoeira Angola;
- Contribuir com as economias locais e sustentáveis das Comunidades Quilombolas através da contratação de seus serviços de alimentação, logística, hospedagem e transporte;
- Cooperar com o espaço coletivo das Comunidades através de coletas de lixo ou de acordo com a demanda local;

- Realizar registro audiovisual do projeto;
- Realizar a clipagem e a entrega do relatório final do projeto.

quem somos

Mestre Angolinha

Mestre Angolinha (foto: autor/a desconhecido/a).

foto: CM Steph (Ngoma Capoeira Angola)

Mestre Angolinha na Comunidade Quilombola Cachoeira Porteira (Oriximiná-PA) (2016) (foto: Aloyana Lemos).

foto: Aloyana Lemos

Isac Inácio da Silva, mais conhecido na capoeira como Mestre Angolinha, nasceu em Duque de Caxias (Rio de Janeiro), iniciou-se na Capoeira ainda menino com seu pai Severino e depois prossegue os treinos com o falecido Mestre Índio. Na década de 70, conhece Mestre Moraes e participa da época de fundação do Gcap (Grupo de Capoeira Angola Pelourinho), no Rio de Janeiro (RJ). Leciona Capoeira Angola há mais de trinta anos e formou Mestres como Manoel (Ypiranga de Pastinha-RJ), Bába (RJ) e Japa (Gcang-RJ). Desde 1992, coordena o Grupo de Capoeira Angolinha (Gcang) e mantem núcleos em Seropédica (RJ), na Lapa (RJ), em Macaé (RJ), em Teresópolis (RJ), em Miguel Pereira (RJ), em Alter do Chão (PA), Olinda (PE) e em Helsink (Finlândia). É padrinho dos grupos do Mestre Marrom (Ngoma-RJ), do Mestre Plínio (Angoleiro Sim Sinhô-SP) e do Mestre Siri (Finlândia). Desde 1998, ministra oficinas no exterior, já tendo passado por países e cidades como: Boston, Nova York, São Francisco, Chicago, Los Angeles, Washington DC, Atlanta, Miami, Toronto, Montreal, Texas, Alemanha, França, Holanda, Finlândia e Inglaterra. Em 2019, foi reconhecido e premiado pela 7ª Edição do Edital Culturas Populares como Mestre da Cultura Popular. Recentemente, durante a pandemia, foi contemplado no edital do Programa Cultura Presente nas Redes, da Secretaria de Economia e Cultura Criativa do Estado do Rio de Janeiro (SECEC-RJ) com o projeto Vivências de Angola. Conserva, junto a outros Mestres, a mais antiga roda do Rio de Janeiro: a Roda Livre de Caxias, que completou 47 anos em agosto de 2020. 

Contra-Mestre Pará

Contra-Mestre Pará (foto: Hellen Joplin).

foto: Hellen Joplin

Professor Pará recebendo a graduação de Mestre Angolinha (Alter do Chão-PA) (2019) (foto: Beatriz Salgado)..

foto: Beatriz Salgado

Em 1998, no Rio de Janeiro, Angelo Coelho, conhecido como Pará, ingressou no Grupo de Capoeira Angolinha (Gcang), fundado e coordenado até os dias de hoje, por Mestre Angolinha. No ano de 2002, ao retornar à Santarém (Pará), sua terra natal, começou a dar aulas de Capoeira Angola para crianças e jovens na vila de Alter do Chão (Santarém-PA). Entre 2005 e 2007, na cidade de Belterra (PA), foi contratado como monitor do PET (Programa de Erradicação do Trabalho Infantil) para ministrar aulas de Capoeira Angola para crianças. Desde 2011, ministra aulas de Capoeira Angola para adultos no espaço do Gcang-PA, núcleo do Gcang fundado em 2014. Em 2013, inicia os trabalhos da Capoeira Angola na região de Oriximiná (PA), com os(as) jovens protagonistas na Comunidade Quilombola de Cachoeira Porteira, no Alto Rio Trombetas. Desde 2014, coordena e produz os Encontros do Gcang-PA, juntamente com os (as) capoeiristas do Grupo. Em 2016, recebeu um prêmio FUNARTE, onde pôde produzir, juntamente com o Grupo, o 3º Encontro do Gcang (em Alter do Chão-PA), e o 1º Encontro de Capoeira Angola de Cachoeira Porteira (em Oriximiná-PA). Em 2017, participou do Programa PAS, do ICMBIO Trombetas, trabalhando com Capoeira Angola nas Comunidades Quilombolas do Rio Trombetas. Em 2019, durante o 5º Encontro do Gcang-PA, recebeu o título de Contra-Mestre Pará, das mãos de Mestre Angolinha.

Treinela Sâmia

Treinela Sâmia (foto: acervo Gcang-PA).

foto: acervo Gcang-PA

Comunidade Quilombola Bacabal (Oriximiná-PA) (2019) (foto: acervo Gcang-PA).

foto: acervo Gcang-PA

Desde 2011, estuda e pratica a Capoeira Angola com o Grupo de Capoeira Angolinha (Gcang), núcleo de Alter do Chão (Gcang-PA), sob orientação do Contra-Mestre Pará. Em 2015, iniciou suas vivências de Capoeira Angola nas Comunidades Quilombolas do Rio Trombetas (Oriximiná-PA). Em 2019, durante o 5º Encontro do Grupo recebeu o título de Treinela, das mãos de Mestre Angolinha. Participa da elaboração de projetos culturais e da produção dos Encontros do Gcang-PA. Atualmente, é produtora cultural, criadora do site e do conteúdo do projeto Capoeira Angola no Quilombo.